quarta-feira, 3 de maio de 2017

A cadeira no caminho reflexão 10 de maio de 2017 Depois de um dia inteiro passado longe da família, entra em casa o pai, à noite. Sua chegada alvoroça o filho que, esperando algum presente para ele, se precipita de braços abertos. Por descuido, o pequeno estabanado vai de encontro a uma cadeira no caminho, e cai no chão, violentamente. Mão se machucou, mas, assustado pela surpresa da queda, põe-se a chorar em altos gritos. Então, o pai só pensa em duas coisas: fazer calar o menino e acalmá-lo. Como conseguirá? Facilmente, associando-se simplesmente aos sentimentos da criança, ajudando-a a soltar a rédea aos maus instintos. Como assim? Liberando maus instintos? Não seria justamente o oposto que deveríamos fazer? Pois bem, vejamos como a reação desse pai mostra que tomamos muitos caminhos absolutamente equivocados na educação de nossos filhos. Reforçamos os maus instintos sem perceber, mais vezes do que imaginamos. O pai precipita-se, levanta a criança, e começa a bater na cadeira ruim, cadeira feia, que fez cair o Carlinhos ou o Joãozinho. Desse modo consegue rapidamente o que se propusera, pois Carlinhos ou Joãozinho, feliz por ver a cadeira castigada, cala-se, bate-lhe também, e fica satisfeitíssimo. Não é verdade que assistimos cenas como essa diversas vezes? Vamos analisar então o alcance real desse ato que tão inocente se supõe. Quem tem culpa da queda da criança? Ela mesma, evidentemente. E quem foi castigada? A cadeira. Lançando a culpa à cadeira, perde-se uma oportunidade de demonstrar praticamente à criança as conseqüências de sua imprudência e da sua atrapalhação. Assim se deforma o seu critério de julgar, apresentando-lhe uma falsa relação entre a causa e o efeito. Toda oportunidade de trabalhar esta temática, a da causa e do efeito, com as crianças, deve ser abraçada com vigor, pois nas pequenas aplicações do dia-a-dia está o desvendar de uma Lei Divina fundamental. Mas, poderíamos ainda ir além e perguntar: por que sempre precisa haver um culpado? Por que não ensinamos as crianças a entenderem que existem muitas coisas que fazem parte da vida, e que sempre nos ensinam alguma coisa? A cadeira no caminho poderia estar ensinando o cuidado, a atenção, ou ainda, poderia ser apenas uma cadeira no caminho. Se fôssemos, na vida, abrir um berreiro, ou buscar culpados, para cada cadeira no caminho, esqueceríamos de viver, certamente, e seríamos só lamentos ambulantes. Não deixemos que nossos filhos cultivem visões distorcidas da realidade desde cedo. Não permitamos que a superproteção, ou nossos próprios medos atrapalhem o bom desenvolvimento de um ser, que precisa aprender a enfrentar os desafios da vida. Punir a cadeira feia nunca será a solução. Nem deixaremos de sentir a dor da queda, nem resolveremos o problema da cadeira no caminho. Entender que a lei de causa e efeito nos rege em todos os campos, inclusive no moral, faz-se importantíssimo, se desejamos ser bons pais e educadores. A Culpa é... reflexão 17 de maio de 2017 Vendo o Jogo do Internacional e do Corinthians, especialmente no final, resolvi prestar atenção além do jogo, ou seja das onze pessoas de cada lado correndo atrás de uma “bola”. As cenas eram narradas com os seguintes comentários: “que azar do Corinthians”, “não era o ‘dia’ do Corinthians”, “o Corinthians não estava mesmo com sorte”, “a bola não queria entrar”, “o resultado foi culpa da bola”. Culpa da bola??? Nesse momento, cheguei até a me assustar: eu não entendo muito de futebol, não acompanho campeonatos, mas, Deus do céu, que parte foi essa que eu perdi em que as bolas passaram a ter vontade própria? Mudei de canal, tentando desconsiderar o que eu acabara de ver/ouvir. Tentei me consolar pensando que aquela deveria ser uma linguagem futebolística das mais comuns e um tanto quanto incompreensível para não adoradores. No dia seguinte pela manhã li o jornal; ali consegui entender tudo: na verdade a culpa não era apenas da bola, mas dos deuses que, nesse dia, resolveram conspirar contra o pobre e mal pago time do Corinthians. Parecia brincadeira, o jornal dedicou boa parte do seu caderno de esportes a narrar o azar do time e o complô que a bola, os deuses, o vento, a grama e o mundo armaram contra ele. A soma desses eventos me fez entrar numa profunda reflexão e comecei a fazer uma analogia entre “a culpa da bola” e o comportamento humano. “A culpa é do trânsito”, “a culpa é dos meus pais”, “a culpa é do meu chefe”, “a culpa é do carro”, “a culpa é do elevador”, “a culpa é de vênus em conjunção com netuno”, “a culpa é do destino”, “a culpa é do muuuuuundo!!!”. Enfim... Outro dia até me peguei pensando: “não conheço ninguém que foi demitido porque não fazia um bom trabalho”. Não conheço ninguém que tenha repetido de ano por estudar muito”.Coitadinhos... vítimas de chefes perseguidores, de colegas trapaceiros, de empresas com culturas inadequadas de professores incompetentes. Essas pessoas são quase sempre as mesmas que se atrasam por culpa do trânsito, que não conseguem se relacionar porque “os outros não prestam”, que não param de engordar por conta da “genética”. Pense nisso, de quem é a culpa? O GRAU DE DIFICULDADE NOS MOTIVA A ATINGIR O OBJETIVO reflexão 24 de maio de 2017 Conta a história que, certa vez, um sábio passeava pelo mercado quando um homem se aproximou e falou para o sábio: - Sei que és um grande mestre e queria teu conselho. Hoje de manhã, meu filho me pediu dinheiro para comprar uma vaca. Devo ajudá-lo? - Essa não é uma situação de emergência. Então, aguarde mais uma semana antes de atender seu filho. - Mas tenho condições de ajudá-lo agora, que diferença fará esperar uma semana? - Uma diferença muito grande – respondeu o mestre. – A minha experiência mostra que as pessoas só dão valor a algo quando têm a oportunidade de duvidar se irão ou não conseguir o que desejam. Quando estabelecemos objetivos para as pessoas, é importante que haja um certo grau de dificuldade para serem atingidos. Caso contrário, eles não darão tanto valor aos resultados alcançados. SÓ PEÇA DESCULPAS QUANDO ESTIVER SENDO SINCERO – 31/05/17 Um monge foi ofendido por um homem, que não acreditava em nada do que ele dizia. Entretanto, a mulher do agressor era seguidora do monge e exigiu que seu marido fosse pedir desculpas ao sábio. Contrariado, mas sem coragem de aborrecer a mulher, o homem foi até o templo e murmurou algumas palavras de arrependimento. - Eu não o perdoo – disse o monge. – Volte ao trabalho. A mulher ficou horrorizada: -Meu marido se humilhou e o senhor, que se diz sábio, não foi generoso! E o monge respondeu: - Dentro de minha alma não existe nenhum rancor. Mas, se ele não está arrependido, é melhor reconhecer que tem raiva de mim. Se eu tivesse aceitado seu perdão, íamos estar criando uma falsa situação de harmonia e isso aumentaria ainda mais a raiva de seu marido. É comum haver desentendimentos entre colegas de trabalho e, por vezes, devido ao estresse, os envolvidos usam de grosserias para com o outro. A partir de então, o relacionamento se transforma, o clima não é mais o mesmo. Porém, se desculpar sem sinceridade só causará mal-estar: quem sofreu a grosseria não se convencerá, e quem a cometeu se sentirá insatisfeito em ter se desculpado apenas por educação, e não por ter reconhecido o seu erro. Portanto, se não houver arrependimento de fato, não adianta se desculpar; é melhor ser honesto consigo mesmo e deixar para melhorar o relacionamento de outra forma.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Culpa: Um sentimento que paralisa A culpa é um sentimento paralisante que afeta intensamente os pais de dependentes químicos, causando-lhes grandes sofrimentos. Ela costuma se instalar a partir do momento em que os familiares atravessam a fase da negação e reconhecem que estão enfrentando um problema. Nesse momento surge o primeiro questionamento: Onde será que erramos? Assim, inicia-se o jogo da culpa numa tentativa vã de descobrir os porquês. Caso os pais sejam separados, atribuem a culpa a separação. Caso vivem juntos, acreditam que são culpados porque a mãe precisou trabalhar fora. Se a mãe não trabalha fora, acreditam que a culpa foi porque o mimaram demais quando pequeno, ou porque ele foi morar com a avó, ou porque foi um menino muito doente de pequeno, ou porque a família passou por dificuldades financeiras ou se culpam por haver demorado em descobrir. A busca continua até encontrarem algum ponto onde possam se agarrar na tentativa de justificar o fato indesejado. Num segundo momento, os pais começam a culpar um ao outro. De acordo com o pai, a culpa é da mãe, porque era ela quem ficava em casa com o filho e deveria ter percebido que algo estava acontecendo. Por sua vez, a mãe culpa o pai, porque ele também deveria se responsabilizar e só pensava no trabalho. Não raro, ofendem-se, discutem e brigam. O jogo da culpa vai se expandindo e começam a buscar os culpados fora da casa. Por vezes culpam os avós, por tê-lo mimado demais. Culpam os primos julgando que foram eles que o levou para o mau caminho. Saindo do grupo familiar, culpam os amigos, acreditando que foram eles quem fez a cabeça do garoto. Não bastasse tudo isso, eles culpam ainda a escola, as leis, os traficantes, o sistema, a polícia, os políticos, etc. Vizinhos, parentes e pessoas despreparadas, sem conhecimento da complexidade do problema, gostam de opinar e o que fazem é reforçar ainda mais os sentimentos de culpa familiar, como se os pais tivessem falhado na educação do filho. De toda essa procura pelos culpados, o próprio usuário costuma ser poupado, como se ele fosse o coitadinho, a vítima de todos. Ele, por sua vez, reforça ainda mais o sentimento de culpa, jogando toda a carga para os pais. Enquanto existir um culpado por tudo aquilo que ele faz de errado, ele está isento de assumir suas falhas, suas responsabilidades. O sentimento de culpa nunca vem sozinho. Ele atrai outros sentimentos derrotistas, como a autopunição, a autopiedade, a vergonha, a frustração, etc. Com todos esses sentimentos desencadeados, os pais perdem as forças e paralisam. Esta paralisia ocorre porque a culta está relacionada a algum fato passado, algo que já aconteceu e não há como modificar aquilo que já passou. A culpa ligada a algo que já passou deixa os pais sem ação: - Se eu tivesse feito assim; se eu não tivesse feito isso; se eu tivesse feito diferente, e por aí vai. Como não é possível modificar o que passou, então sofrem, então adoecem e paralisam. Por vezes chegam a reconhecer que é preciso agir, fazer alguma coisa, tomar alguma atitude para resolver o problema, mas como estão adoecidos pelo sentimento da culpa, também começam a se culpar por algo que ainda não aconteceu. Tudo aquilo que planejam fazer, esbarram no “E SE”: - E se eu não der dinheiro e ele for roubar; e se eu endurecer e ele fugir de casa; E se eu não pagar a dívida e alguém o matar. Como só pensam negativo, naquilo que pode dar errado, mais uma vez ficam sem ação. Dá para perceber que a culpa tira dos pais a capacidade de viverem o momento presente: ou estão buscando as causas no passado ou estão projetando o que pode dar errado no futuro. Acontece que para mudar os rumos das coisas é preciso agir, fazer algo, tomar alguma atitude e isso só pode ser feito no presente, para tanto é preciso lutar contra o sentimento de culpa, sair desse jogo onde, ora se culpam, ora procuram os culpados. Jogo onde não existem ganhadores, só perdedores. Este jogo de culpas e culpados ainda possui mais um papel: o de vítima. Na posição de vítima, os pais utilizam o filho problema como o bode expiatório da família. Tudo aquilo que der errado com eles próprios, justificam a falha no filho problema. Caso os pais estão com problemas no emprego, justificam que é devido o desajuste do filho, se o casal está em pé de guerra, também culpam a dependência do filho para justificar e tirar o foco dos reais motivos de seus problemas. Para modificar esse processo doentio é preciso acabar com culpas e culpados, parar de se fazer de vítima, enxergar o foco do problema e não buscar causas fora dele para justificá-lo e sozinho é tarefa difícil, portanto, é fundamental buscar ajuda e os grupos de apoio do Programa Amor-Exigente são de extrema importância nesse momento, pois possibilita aos pais lidarem com um problema complexo de forma assertiva, direcionada, norteada por princípios básicos e éticos, ajudando-os a se livrarem desse sentimento que provoca tanto sofrimento e sofrimento de pais não é suficiente para salva seus filhos. Texto de Celso Garrefa (Amor-Exigente de Sertãozinho)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Os filhos não se “perdem” na rua, mas dentro de casa Os filhos não se “perdem” na rua. Na verdade, essa perda se inicia no próprio lar com o pai ausente, com a mãe sempre ocupada, com um acúmulo de necessidades não atendidas e frustrações não gerenciadas. Um adolescente se destrói depois de uma infância de desapegos e de um amor que nunca soube educar, orientar, ajudar. Começaremos por deixar claro que sempre haverá exceções. Obviamente existem jovens com comportamentos desajustados que cresceram em lares onde há harmonia, e adolescentes responsáveis que conseguiram se distanciar de uma família disfuncional. Sempre há eventos específicos que escapam dessa dinâmica mais clássica onde o que acontece diariamente em uma casa marca irremediavelmente o comportamento da criança no exterior. “Semeie boas ideias nas crianças, mesmo que hoje elas não as entendam, no futuro elas irão se encarregar de fazê-las florescer.” María Montessori Na realidade, e por incrível que pareça, um pai ou uma mãe nem sempre acaba por aceitar esse tipo de responsabilidade. Na verdade, quando uma criança evidencia comportamentos agressivos na escola e o diretor entra em contato com os pais, é habitual que a família coloque a culpa no sistema, no próprio instituto e na comunidade escolar por “não saber educar”, por não pensar nas necessidades e por não aplicar as estratégias adequadas. É certo que no que se refere à educação de uma criança, todos somos agentes ativos (escola, meios de comunicação, organismos sociais…), mas é a família que fará germinar no cérebro infantil o conceito de respeito, a raiz da autoestima ou a chama da empatia. Os filhos, o legado mais importante do nosso futuro H. G. Wells disse uma vez que a educação do futuro andava de mãos dadas com a própria catástrofe. Em sua famosa obra “A máquina do tempo”, ele viu que no ano de 802.701 a humanidade se dividiria em dois tipos de sociedade. Uma delas, a que viveria na superfície, seriam os Elói, uma população sem escritura, sem empatia, inteligência ou força física. Segundo Wells, o estilo educativo que predominava em sua época já apontava resultados nesta direção. O início das provas padronizadas, da competitividade, da crise financeira, do curto período de tempo dos pais para educar os filhos e da preocupação nula para incentivar a curiosidade infantil ou o desejo inerente por aprender faziam com que, no auge do século XX, o célebre escritor não augurasse nada de bom para as gerações futuras. Não se trata de alimentar tanto pessimismo, mas de colocar sobre a mesa um estado de alerta e um sentido de responsabilidade. Por exemplo, algo que muitos terapeutas, orientadores escolares e pedagogos se queixam é da falta de apoio familiar que costumam encontrar na hora de fazer uma intervenção com aquele adolescente problemático, ou com aquela criança que apresenta problemas emocionais ou de aprendizagem. Quando não há uma colaboração real ou até mesmo quando um pai ou uma mãe tira a autoridade ou boicota o profissional, professor ou psicólogo, o que vai conseguir é que a criança, seu filho, continue perdido. Além disso, esse adolescente terá mais força para continuar desafiando e buscará na rua o que não encontra em casa, ou o que o próprio sistema educativo também não foi capaz de lhe dar. Crianças difíceis, pais ocupados e emoções contrapostas Há crianças difíceis e exigentes que gostam de agir como autênticos tiranos. Há adolescentes incapazes de assumir responsabilidades e que adoram ultrapassar os limites que os outros lhes impõem, aproximando-se, assim, da delinquência. Todos nós conhecemos mais de um caso assim, no entanto, temos que ter consciência de algo: nada disso é novo. Nada disso é culpa da internet, nem dos videogames, nem de um sistema educativo permissivo. “Antes de ensinar uma criança a ler, ensine-lhe o que é o amor e a verdade.” Gandhi No final do dia, estas crianças mostram as mesmas necessidades e comportamentos de sempre, contextualizados em novos tempos. Por isso, a primeira coisa que devemos fazer é não patologizar a infância nem a adolescência. A segunda é assumir a parte da responsabilidade que cabe a cada um de nós, bem como educadores, profissionais da saúde, publicitários ou agentes sociais. A terceira, mas não menos importante, é entender que as crianças são, sem dúvida, o futuro da Terra, mas antes de mais nada, são filhos de seus pais. Os ingredientes da verdadeira educação Quando um professor chama uma mãe ou um pai para advertir sobre o mau comportamento de um filho, a primeira coisa que a família sente é que estão colocando em causa o amor que eles sentem pelos seus filhos. Isso não é verdade. O que acontece é que às vezes esse afeto, esse amor sincero, se projeta de forma errônea. Amar um filho não é satisfazer todos os seus caprichos, não é abrir todas as fronteiras para ele nem evitar dar respostas negativas. O amor verdadeiro é o que guia, o que inicia desde bem cedo um sentido real de responsabilidade na criança, e que sabe gerir suas frustrações dando um “NÃO” a tempo. A educação de qualidade sabe sobre emoções e entende sobre paciência. A criança exigente não detém seus comportamentos com um grito ou com duas horas de solidão na própria casa. O que ela exige e agradece é ser atendida com palavras, com novos estímulos, com exemplos e com respostas a cada uma de suas ávidas perguntas. Também temos que tomar consciência de que nesta época em que muitas mães e muitos pais são obrigados a cumprir jornadas de trabalho pouco ou nada conciliadoras com a vida familiar, o que importa não é o tempo real que compartilhamos com os filhos, mas sim a QUALIDADE desse tempo. Os pais que sabem intuir as necessidades e as emoções, que estão presentes para guiar, orientar e para favorecer interesses, sonhos e expectativas, são os que deixam marcas e também raízes em seus filhos, evitando assim que essas crianças busquem tudo isso na rua.
Filhos não são iguais aos pais Aquelas pessoas que hoje têm em torno de 35 anos e os que possuem mais, tiveram sem dúvida alguma uma educação centrada no respeito e na obediência aos seus pais. E este modelo de educação, tinha nos pais o centro pela qual movia-se a família. Bastava um olhar para entender o recado, quando tinha visitas aparecer na sala somente para cumprimentar os visitantes. E aí, vieram os filhos dos filhos que tiveram este tipo de educação e, alguns, se não a maioria, resolveu que agora tudo seria diferente. Não trataria os seus filhos da mesma forma que os seus pais o trataram. Seriam mais democráticos, dar maiores liberdades, enfim, ser mais “amigos” dos seus filhos. E para reforçar esta “nova forma” de educação, os psicólogos, psicanalistas, psicoterapeutas, defenderam a teoria de que os filhos precisavam de maior liberdade para encontrar o melhor caminho, terem as suas próprias experiências, onde a educação não fosse repressora e que em casa, houvesse maior diálogo e a oportunidade do confronto de idéias. Grande parte destes que defenderam esta teoria, após uma reflexão do que aconteceu com a sociedade, viram que houve um erro de rota e que o barco estava afundando num mar onde os principais valores que o sustentavam como, respeito, verdade, dignidade, honra, amor e ética, deixaram de manter este barco na superfície. Ao procurar diminuir as diferenças, pregou-se a necessidade de que pais e filhos precisavam ser amigos, esquecendo-se de que os filhos precisavam era de alguém muito mais do que amigo, precisavam de referência para as suas vidas. Amigos, os jovens têm na escola e na rua, enquanto que em casa eles precisam de referenciais, para que possam ter um norte a seguir quando estiverem na rua. E aí, que a frase “Os pais precisam ser pais para que os filhos possam ser filhos”, possuem uma importância fundamental no estudo deste princípio. Tal afirmação, não deseja pregar o autoritarismo no relacionamento pais e filhos, ao contrario, quer é que os pais exerçam a sua autoridade tendo sempre em mente que a harmonia deve estar centrada no que somos “Amor-Exigente”. E quando os pais estão cientes do papel que devem exercer em seus lares, buscando a harmonia, o respeito, a confiança, os deveres, os limites e as obrigações de cada membro da família, estará exercendo o seu papel com dignidade e contribuindo para que os seus filhos tenham estes mesmos valores quando tiverem a sua própria família. Quando os papéis de pais e filhos são entendidos como complementares um do outro, não como opostos, as diferenças que existem complementam, acrescentam, para que cada um possa ter o seu lugar bem definido. E neste entendimento mútuo familiar, o fato de pais e filhos não serem iguais pode ser entendido como soma, partilha e não como confronto. Enquanto pais precisamos dar condições para o aprendizado dos nossos filhos com a mesma energia para deixá-los assumirem as responsabilidades dos atos que tomarem. E o aprendizado que este princípio deixa para os pais é a busca diária da honestidade como fator preponderante como base nas relações no lar. Como pais e não como super-homens não têm uma resposta para tudo, mas vamos buscá-la tendo valores espirituais como fonte para nutrir nossas relações com os nossos filhos, propiciando-lhes condições de crescimento para que ocupem seu lugar no mundo da melhor forma possível. Tenha sempre em mente: Se você não for a referência ou um modelo para os seus filhos, os amigos da rua poderão ocupar este espaço. Querendo ser amigo, por vezes esquecemos de ser pais.

sábado, 8 de abril de 2017

Pais Filhos Não São Iguais. Cláudio N. Lugo MÊS DE ABRIL 4o Princípio Básico do Amor-Exigente Pais e Filhos Não São Iguais. (APAEX) Prezado companheiro de Amor-Exigente: Nesta página você tem a proposta de cronograma para utilização do conteúdo da apostila. Está prevista uma META COMUM semanal, para todos: Que os textos sejam estudados em casa previamente. Sugere-se, também, uma seqüência de atividades duran-te as reuniões semanais do Grande Grupo (Grupão) e dos Pequenos Grupos (Subgrupos). Estude semanalmente o texto sobre drogas das páginas 9 e 10. Esclareça suas dúvidas. Na primeira semana: Enfocar o “EU” interior e o “EU” exterior de si mesmo: O Real e o Aparente. No Grande Grupo de Familiares: - Partilhar o entendimento e o significado dos textos do livro e de como viver a proposta. No Pequeno Grupo de Familiares (subgrupo de partilha de metas): - Rever seus Objetivos e as Metas das reuniões anteriores. Partilhar a vivência do AE. - Na página 7: Responder as perguntas do “Item 1)” e escolher nova meta individual. Meta Comum para casa - durante a próxima semana: - Estudar as páginas 2 e 3 da apostila. Refletir e trazer questionamentos para a reunião. Na segunda semana: Enfocar “A FAMÍLIA - O OUTRO” No Grande Grupo de Familiares: - Partilhar o entendimento sobre o estudo, feito em casa, das páginas 2 e 3 da apostila. No Pequeno Grupo de Familiares (subgrupo de partilha de metas): - Rever seus Objetivos e as Metas das reuniões anteriores. Partilhar a vivência do AE. - Na página 7: Responder as perguntas do “Item 2)” e escolher nova meta individual. Meta Comum para casa - durante a próxima semana: - Estudar as páginas 4 a 6 da apostila. Trazer questões para a próxima reunião. Na terceira semana: Enfocar “A Sociedade” No Grande Grupo de Familiares: - Partilhar o entendimento sobre o estudo, feito em casa, das páginas 4 a 6 da apostila. No Pequeno Grupo de Familiares (subgrupo de partilha de metas): - Rever seus Objetivos e as Metas das reuniões anteriores. Partilhar a vivência do AE. - Na página 7: Responder as perguntas do “Item 3)” e escolher nova meta individual. Meta Comum para casa - durante a próxima semana: - Estudar a página 8,9 e 10 da apostila. Refletir e trazer questionamentos para a reunião. Na quarta semana: A Ética dentro e fora do Grupo de Apoio de Amor-Exigente. No Grande Grupo de Familiares: - Partilhar o entendimento sobre o estudo, feito em casa, da página 8 da apostila. No Pequeno Grupo de Familiares (subgrupo de partilha de metas): - Rever seus Objetivos e as Metas das reuniões anteriores. Partilhar a vivência do AE. - Escolher a meta individual para vivenciar o Amor-Exigente durante a próxima semana. Meta Comum para casa - durante a próxima semana: - Estudar o 5° Princípio págs. 29, 55, 80 pelo livro texto “O Que é Amor-Exigente” de ca-pa azul e págs. 40 ,81 ,120 pelo de capa verde. Refletir sobre seus significados. Trazer questionamentos e interpretações para a reunião. - Procure ler também sobre o 5° Princípio nos livros “Mostrar Caminhos” de José Neube Brigagão, “Só por hoje, Amor-Exigente” de Beatriz Silva Ferreira e “Amor-Exigente, espiritualidade, uma nova vida” de Marina e Helio Caetano Drummond. (-) Diminua em sua vida: (+)Aumente em sua vida: • Rebeldia • Respeito • Agressividade • Autoridade • Permissividade • Hierarquia • Confusão • Dever • Desordem • Ordem • Condescendência  Temos que ser cuidadores, guias, orientadores e legisladores. Ser amigo, não significa deixar o outro fazer tudo. Para que haja discípulo é necessário que haja um mestre. Amigos, to-dos têm muitos. Bons exemplos, às vezes nenhum.  Ser educador é mostrar caminhos, que só são mostrados pela autoridade. Autoridade é força moral conquistada a custo de imposições que os educadores fizeram antes a si mesmo. Diante de um fato se faz necessário, primeiro, reflexão e ação. Só depois vem a falação.  Os pais e familiares responsáveis devem promover:  Segurança e garantia de sobrevivência.  Construção da saúde integral dos filhos, dependentes e educandos. Isto é, levar em conta as dimensões Bio-Psico-Sócio-Espiritual do ser humano.  Formação, Educação e desenvolvimento. Bem educar é tirar de dentro da pessoa o melhor que ela tem a oferecer. Educar é tirar, puxar, e não enfiar ou socar.  Bem estar emocional, dando condições para que o outro se desenvolva num ambiente normal, alegre, que tenha paz e equilíbrio visando a saúde mental dele.  Bem estar social, permitindo que o outro tenha espaço para conhecer pessoas, que se relacione com elas, de modo que aprenda a apreciar e respeitar os diferentes.  Bem estar espiritual, proporcionando o conhecimento de Deus para despertar o respeito consciente ao Criador e suas criaturas.  Direitos dos pais e familiares responsáveis:  Você tem direito a ter uma noite de sono, sem ficar preocupado, sem ser acordado.  Você tem direito a morar numa casa limpa, receber cooperação e cortesia em sua casa.  Você tem direito a não ser desconsiderado nem maltratado.  Ajude seu familiar a aprender sobre os direitos dos outros.  Se você não fizer seus direitos serem respeitados, não poderá exigir que outros, nem mesmo seus filhos, o respeitem. Ser guia, orientador e legislador é nortear a conduta do filhos e de-mais familiares, criando regras ou leis que devam ser respeitadas por direito, e que vão pre-pará-los para enfrentar e vencerem o mundo em que vivem.  Ser amigo de alguém é ajudá-lo a ser a pessoa certa para si mesmo e para o mundo. O QUE ACONTECEU POR ACREDITARMOS NOS PRECEITOS EQUIVOCADOS DE “SÉCULO DA CRIANÇA”, “SUA MAJESTADE O BEBÊ” e “PODER JOVEM”: PAIS E EDUCADORES PERDIDOS FRACASSADOS E CULPADOS TRAUMA EM VEZ DE EXPERIÊNCIA GERAÇÃO ALIENADA E VIOLENTA Prevenção : O papel da família 1) Evitar, dentro da família as chamadas adicções sociais, uso abusivo de bebidas alco-ólicas, cigarro, medicações (pílulas para dormir ou emagrecer), intoxicação com o trabalho, comer demais, comprar demais, jogar demais, etc. 2) Apoiar e respeitar a individualidade, despertando no filho o senso crítico, a coerência e a tolerância. 3) Conhecer os amigos dos filhos e aproximá-los de sua casa, observando-os, assim como também procurar conhecer a família dos mesmos. 4) Não exigir da escola papéis que não lhe são pertinentes, mas sim procurar ter uma participação ativa e cooperativa junto à mesma. 5) Capacitá-los a resistir as pressões do grupo (amigos == família paralela). 6) Ser ouvinte confiável dos filhos, para que na busca de solução dos seus problemas eles procurem ajuda primeiro dentro da família. Serenidade, sigilo e compreensão. 7) Atualizar-se sobre os fatores de risco presentes na sociedade que ameaçam os jo-vens, para saber orientá-los quanto aos fatores de proteção. 8) Procurar conhecer, para abordar com naturalidade, drogas, efeitos e conseqüências, sem assumir uma atitude de terror. Orientá-los sobre os assuntos "tabus", como sexo. 9) Reavaliar os valores rígidos, muitas vezes presentes na família, em um dos pais ou ambos. Corrigir-se quanto a preconceitos, intolerância e resistência às mudanças. 10) Evitar tanto o autoritarismo quanto a permissividade e a complacência. 11) Instituir o diálogo na família. Ouvir ativamente e pensar bem antes de falar. 12) Prevenir - valorizando o saudável, ajudando-os a fortalecerem-se para vencer as frus-trações, enfatizando o amor à vida e elevando a auto-estima. O que é comum acontecer em muitas famílias: 13) Comportamentos compulsivos e abusivos (fumar, uso de bebida alcoólica, compul-sividade para comer, comprar, intoxicação com o trabalho). 14) Automedicação (consumo de medicações inserido no sistema de comunicação fami-liar: uso de pílulas para dormir, para emagrecer). 15) Cegueira familiar (tempo de latência entre o início do uso de drogas, a descoberta pela família e a busca de ajuda). 16) Transgressões (em relação com a lei, com a justiça, atos fraudulentos, violentos, co-metidos ou apoiados por membros da família). 17) Mensagens duplas (os pais se contradizem entre o discurso e a prática). 18) Impedimento ao crescimento do indivíduo, desrespeito à sua individuação. 19) Tendência permissiva e superprotetora por parte de um dos pais ou ambos. 20) Agressividade que pode levar os pais a serem temidos pelos filhos. 21) Falta de diálogo. 22) Falta de informação sobre o prazer e os malefícios das drogas. Não se trata de culpar os pais, mas sim de alertá-los sobre seus papéis e comportamentos inadequados. Texto elaborado pela Psic. Rozinez Aparecida Lourenço (CFT-FEBRACT ). FATORES QUE FACILITAM A OBTENÇÃO DE MUDANÇAS • Ame seu familiar pelo que ele é e pelo que ele ainda pode vir a ser, e não pelo que você gostaria que ele fosse; • Estabeleça regras claras e as conseqüências para qualquer quebra delas; • Inclua nas regras todos os membros da família e não apenas o “familiar desafio”; • Deixe que todos assumam responsabilidades pelo bem estar comum, de acordo com o amadurecimento e a disponibilidade de cada um; • Observe todos os familiares, tentando perceber mudanças de comportamento, para fazer a correção de rota quando as mudanças não forem para a direção desejada; • Não faça de seu “familiar desafio” a lata de lixo da família; • Quando for necessário um confronto, planeje com a ajuda do grupo de apoio. Pense no objetivo final que quer atingir. Colocá-lo sob a forma de comportamento observável torna mais fácil definir a estratégia para atingi-lo; • Defina o que irá falar, como e quando. Tenha sempre alternativas viáveis e apresente-as aos familiares, deixando que eles escolham. Os parâmetros são estabelecidos pelos pais ou responsáveis, que determinam as possibilidades. Dar aos demais familiares a direito de escolher compromete-os com a escolha feita; • Faça ou proponha apenas o que estiver preparado. Não ameace. Seja firme; • Defina para si as conseqüências do não cumprimento das normas e limites estabelecidos. Esteja preparado emocionalmente para aplicar e mantê-las; • Use a criatividade e a surpresa. Caso contrário seus familiares poderão decidir que vale a pena pagar o preço pela transgressão; • Não tenha medo de manter uma punição. Não receie o julgamento social. É melhor, nesse caso, ser considerado severo do que passivo e omisso; • Prepare-se para ouvir desculpas, promessas e ameaças. Mantenha-se firme; • Não se preocupe com as reações dos outros frente ao novo comportamento. Ao perceber que ele se mantém, a raiva e as ameaças deixam de existir; • Não tenha pena de seus familiares. Pense que para restabelecer a saúde é preciso um remédio e que seu sabor nem sempre é agradável; • Permita que seus familiares arquem com as conseqüências de seus atos. Pense que essa é a forma de modificar sua conduta e torná-los mais responsáveis; • Não ceda nos pontos essenciais, mesmo que a opção de seus familiares seja não aceitá-los. Esteja preparado para ajudá-los quando precisarem. • Dialoguem os responsáveis - pai e mãe - na mesma linguagem. Fortaleçam os seus pontos concordantes, unam-se e apóiem-se mutuamente; • Aprenda a ouvir seus familiares; • Pense bem antes de decidir e, uma vez tomada a decisão, mantenha-na; • Cumpra as suas promessas. Prometa apenas o que poderá cumprir; • Concentre-se no positivo. Procure encontrar todos os dias, pelo menos um fato para elogiar em seus familiares; • Abra espaço para o contato físico. Rompa a barreira do distanciamento aos poucos; • Seja honesto. Não deixe a emoção mascarar a verdade nem a avaliação dos fatos; • Dê opções. Ao invés de lembrar das proibições, mostre aos seus familiares o que eles podem fazer alternativamente, o bom e o saudável; • Propicie a seus familiares o contato com modelos positivos e estimule o comportamento desejado; • Discuta problemas com seus familiares, comprometa cada um com a solução que ele sugerir, permita-se ser feliz, pois o caminho é longo e não é fácil percorrê-lo; • Lembre-se de que as pessoas são mais importantes do que as regras; A prioridade é o respeito pelo indivíduo; • Faça da cortesia o lema da sua família: • Expresse honestamente os seus pensamentos e sentimentos, de maneira calma e tranqüila e incentive que todos o façam; • Permita a si mesmo e a seus familiares a oportunidade de errar e tentar novamente, percebendo a importância da compreensão do erro; • Tenha momentos de convívio familiar em atividades prazerosas, quando não será permitido falar dos problemas, mesmo que sejam apenas no horário das refeições; • Tenha coragem para arriscar-se a viver sóbrio; • Dê informações corretas. sobre assuntos que possam gerar insegurança; • Encoraje seu filho a ser responsável e respeitado; • Crer em um Ser Superior substitui o medo pela fé e a incerteza pela confiança; “Devemos ensinar nossos filhos a amar as pessoas e usar coisas e não a amar as coisas e usar as pessoas” “As famílias felizes são parecidas (em seus valores); e as infelizes, são infelizes cada uma a seu modo” “Boas famílias, até mesmo as melhores, ficam “fora da rota” 90 por cen-to do tempo! O segredo é que elas tem um senso de destinação. Conhecem a “trilha” e estão sempre corrigindo o curso, de novo e de novo.” “A esperança não jaz nos desvios, mas na visão, no plano e na habilidade de corrigir o curso” Contribuição recebida da REGIONAL DA ALTA MOGIANA, Franca, São Paulo REFLEXÕES SOBRE AS DESIGUALDADES DE PAPÉIS 1. Examinando o uso que tenho feito daquilo que já aprendi no Amor-Exigente: - Segui a metodologia do Amor-Exigente nas reuniões anteriores? - Tenho partilhado minha vivência com sinceridade? - Estudei os princípios e fiz reflexões buscando vivê-los pessoalmente? 2. Examinando MEUS PAPÉIS com base no 4° Princípio: - Qual é o verdadeiro papel a mim reservado? (Responsabilidade em cada contexto) - O que quero para mim, meu cônjuge, meus filhos e minha família? - Percebi a extensão de minha Autoridade? (Cônjuge, pai, mãe, responsável sóbrio) - Percebi que devo ser Modelo, Guia, Orientador e Legislador? - Percebi que devo nortear a conduta de meus familiares? (Dep. Quim. e dos demais) 3. Examinando a MINHA ATUAÇÃO com base no 4° Princípio: - Nós somos como nossa família nos educou. Com quem eu sou mais parecido? - Onde EU posso melhorar? - Escuto os medos, dúvidas, incertezas, fraquezas de meus familiares? (O dependente químico e os demais) - Falo demais? Ou de menos? - Ajo mais do que falo? Ou faço o contrário? - Analiso, Percebo e Valorizo as minhas qualidades? - Analiso, Percebo e Valorizo as qualidades de meus familiares? (Do dependente químico e dos demais) - Exerço ou Perdi minha Autoridade? (Cônjuge, pai, mãe, responsável sóbrio) - Estou norteando a conduta de meus familiares? (O dependente químico e os demais) 4. Qual tipo de Modelo, Guia, Orientador e Legislador estou sendo. - Construtivo ou Destrutivo? - Agindo desta maneira, estou ajudando ou atrapalhando meu crescimento, do meu cônjuge, filhos e demais familiares? - Faço muitas concessões? Sou condescendente ou permissivo? - Levo a vida, ou é ela que me leva? - Tenho objetivos claros e um sentido para minha vida? - Cuido de alimentar meu espírito da mesma maneira que alimento meu corpo? Nossa família é como um barco. Se naufragar também me afogo. Tenho coragem para mergulhar e remover as cracas do casco? Conduzo com Amor, Firmeza e Sabedoria, baseado nos valores éticos e morais nos quais acredito? Aquilo que tenho pena de ensinar a meu educando a vida vai ensiná-lo às duras penas. Duras para ele, para meus familiares e para mim. PAIS E FILHOS NÃO SÃO IGUAIS! PROFESSORES E ALUNOS NÃO SÃO IGUAIS! EU E VOCÊ NÃO SOMOS IGUAIS! NEM Melhores, NEM Piores! Apenas temos Papéis, Funções, Deveres e Direitos diferentes. Como Fazer Para Viver o AMOR-EXIGENTE INFORMAR-SE -> REFLETIR -> QUESTIONAR -> POSICIONAR-SE -> NOVO AGIR Perguntas auxiliares para reflexão e escolha da META semanal 1) Na Primeira Semana - Enfoque: "O Indivíduo - Eu" 1.1) Você tem consciência dos papéis que exerce? Cite os 5 papéis mais importantes. 1.2) Você sabe qual é a autoridade e responsabilidade de cada papel? Como acha que vem exercendo? 1.3) Pense em SEUS VALORES. Quais precisam ser revistos para VOCÊ VIVER SEU PRÓPRIO processo terapêutico de recuperação da sobriedade? 1.4) Em qual papel precisa melhorar mais? Em que aspectos acha que deve mudar para desempenhar melhor este seu papel? 1.5) Qual sua meta pessoal para começar a agir como se trabalhasse numa EQUIPE DE RECUPERAÇÃO, visando a sua sobriedade e a dos seus familiares? 2) Na Segunda Semana - Enfoque: "O Outro - a Família" O "outro" pode ser o nosso cônjuge, os nossos filhos, familiares, alguém que convive conosco e que queremos ajudar. Aqueles por quem nutrimos sentimentos de amor. 2.1) Ele (ou ela) está consciente dos seus papéis mais importantes? Como é que ele (ou ela) vê isto? Como se vê isto? 2.2) Ele (ou ela) enxerga a autoridade e responsabilidade dos seus papéis do mesmo mo-do como você? Acha que é maior ou menor? 2.3) Como você pode ajudá-lo(a) a corrigir-se para melhor exercer seus papéis? 2.4) Defina uma meta para começar a transformar seu lar e seu ambiente familiar num AMBIENTE TERAPÊUTICO, como visto nos textos anteriores. 3) Terceira Semana - Enfoque: "A Sociedade" A "sua Sociedade" é o conjunto dos meios de comunicação, dos ambientes e pessoas externas à sua casa com os quais mantém contatos, relações, vínculos e interações. Tudo aquilo que influencia seu modo de pensar e agir e, ou, que pode ser influenciado por ele. 3.1) Você percebeu se as pessoas na sociedade, como regra geral, são conscientes dos seus papéis? Exemplifique um caso real que tenha levado você a esta opinião. 3.2) Cite dois casos de papéis mal cumpridos na sociedade que lhe desrespeitem e lhe prejudiquem. 3.3) O que você pode fazer para que os membros da sociedade ao seu redor cumpram melhor seus papéis? 3.4) Defina uma meta para trabalhar até a próxima semana contribuindo com a melhoria dos papéis e valores da sociedade à sua volta. RESPEITAR E CUMPRIR AS REGRAS DOS GRUPOS SOCIAIS ONDE VIVE E ATUA. NO MOVIMENTO AMOR-EXIGENTE, CUMPRIR O ESTATUTO E O REGIMENTO DA FEAE. - AS INSTITUIÇÕES NÃO SOBREVIVEM SEM REGRAS Seja o que for, família, associações, negócios, empresas, governo, não atingirão seus fins nem terão qualidade se suas regras não forem cumpridas por seus membros. As regras são feitas para as pessoas e não o contrário. Se não aceitar o porquê das regras, não faça parte. Mas, se fizer parte, faça-o por inteiro. - DIGNIFICAR O “SEU NOME” E O DO "AMOR-EXIGENTE" Ao apresentar-se como membro de uma instituição, tal como de uma família ou do A-E, lembrar que os outros vão avaliar a instituição a partir da sua imagem, e que a pri-meira imagem é a que fica. Conhecer as tradições, os valores, a missão e a visão. Man-ter atitudes e comportamentos íntegros, moderados, respeitosos e coerentes. Conservar a simplicidade e a humildade, mas com elegância e altivez. Não permitir que nossos impulsos nos levem a polemizar questões controversas, discussões inúteis e sem solução, assuntos ainda não estudados devidamente e inconclu-sos, nem bate-bocas de baixo nível. Não comparar nem criticar outras propostas. Não considerar questões levantadas contra o A-E como questões contra nossa pes-soa. Praticar e dar exemplo de assertividade. Preservar nossa eqüidistância, o “desliga-mento emocional” e a “serenidade profissional”. Lembrar: O A-E não me pertence. - SEGUIR A METODOLOGIA PADRONIZADA PELA FEDERAÇÃO Só falar sobre o A-E aquilo que temos certeza, esclarecer primeiro e só falar depois. Buscar na literatura oficial, junto ao Coordenador Regional ou diretamente com a FEAE, os esclarecimentos necessários para dirimir dúvidas e esclarecer conceitos. Consulte as apostilas sobre o 9° Princípio - Grupo de Apoio. - CADASTRO E ESTATÍSTICA MENSAL Sem conhecimento estatístico da freqüência aos Grupos de AE, a FEAE não tem como elaborar seus próprios estudos sobre problemas de crescimento e atendimento, in-formar às autoridades e a outros centros de estudos sobre a real dimensão do movimento. O Coordenador Geral do Grupo tem, dentre suas atribuições, o registro das presenças e a informação mensal ao Regional da FEAE através do formulário padronizado. - MANUTENÇÃO DA FEDERAÇÃO O Amor-Exigente não cobra pelos serviços prestados, por isto a FEAE precisa ser mantida a partir da colaboração financeira dos grupos. É a nossa co-responsabilidade na preservação e crescimento do movimento. É oportunidade para praticar gratidão e cida-dania. MACONHA Foi introduzida no Brasil no século XVII (1600) para a produção de fibras. Os escra-vos usavam para fumar. Existem registros médicos chineses datados de 2.737 A.C. A 1000 anos atrás já era fumada em rituais religiosos na Ásia e África e de que guerreiros árabes mercenários lutavam ferozmente e matavam cruelmente sob efeito do haxixe. Eram os “haschichins”, termo que deu origem à palavra assassino. Vem da planta Cannabis Sativa (Cânhamo verdadeiro) e contém mais de 400 substân-cias químicas. Uma delas, o THC (delta 9-TetraHidroCanabinol), um psicodisléptico (alucinóge-no), é a responsável pelos principais efeitos psicoativos, embora contenha 60 outras Substâncias Psico-Ativas canabinóides. Também tem alcatrão. Sua fumaça tem as mesmas substâncias cance-rígenas do tabaco, só que em quantidade 60% maior. Maconha é o nome brasileiro dado às flores e folhas secas da Cannabis Sativa. É co-nhecida popularmente como: marijuana, epadu, erva, fumo, bagulho, baseado, fininho, manga rosa, liamba, mulatinho. Na década de 60 apresentava de 0,5% a 1,4% de teor do THC. Na déca-da de 80 a Cannabis Sativa foi modificada geneticamente gerando espécies, como o Skank, com teor de 20% de THC. Quando é preparada com o óleo (resina) extraído das flores e folhas, formando bolotas, recebe o nome de Hashishe (ou Haxixe) bem mais concentrada e prejudicial. Pode ser fumada (ação mais rápida) ou ingerida via oral (ação mais lenta). São instrumentos de uso: sedas, pinça, pilão, palha, babilaque, marica, caixa de fósfo-ros e tubo de caneta queimada, cachimbos, narguilé, tubos de filme fotográfico. Mais o colírio descongestionante. Não se pode dizer que todos que fumam maconha querem sentir as mesmas coisas, mas alguns dos efeitos buscados podem ser: Tranqüilidade, pois muitos do que usam maconha se sentem mais calmos e relaxados; Diversão e descontração, a pessoa ri por qualquer motivo; Busca de um maior prazer sexual (isto não ocorre, na verdade); Maior sensibilidade ao som (ficar cur-tindo ou “viajando” uma música por exemplo); Maior sensibilidade ao gosto cria uma fome quí-mica (a famosa "larica" ); Ficar "morgando" (vontade de não fazer nada); Ficar " viajando" em algum objeto, pela sensibilidade visual fica aumentada (vê o inexistente). O uso em grupo cria uma falsa sensação de sociabilidade, sem que se criem amizades verdadeiras (quando um para de usar é deixado de lado, “não tem mais nada a ver”). Os efeitos físicos imediatos não são muitos: os olhos ficam ligeiramente avermelhados (hipere-mia da conjuntiva ), a boca fica seca (xerostomia) e o coração dispara (de 60 a 80 por minuto, pode chegar a mais de 140). Os efeitos psíquicos dependerão da qualidade da maconha fumada e da sensibilidade de quem fuma. Para uns sensação de calma e relaxamento, menos cansaço e von-tade de rir. Para outros, tremor, sudorese, sensação de angústia, confusão mental, medo de perder o controle mental (bad trip/ má viagem, bode). Diminui o equilíbrio e a força muscular. Diminui os reflexos, prolonga os efeitos do ofuscamento visual, reduz a habilidade de rastreamento (a-companhar objetos com os olhos). Os efeitos físicos crônicos (do uso continuado) da maconha são mais graves. No homem o uso prolongado de maconha pode provocar uma diminuição da testosterona (hormônio dos músculos, da voz grossa, barba, responsável pela produção de espermatozóides). Na mulher pode trazer alte-rações hormonais chegando até a inibição da ovulação. Causa lesões na traquéia e brônquios. Po-de afetar os pulmões (a fumaça é muito irritante) do mesmo modo que o cigarro, sendo comuns
Amor-Exigente: um caminho com qualidade de vida. Para coordenadores e frequentadores de grupos de Amor-Exigente. Pais e filhos Não São Iguais Aquelas pessoas que hoje têm em torno de 35 anos e os que possuem mais, tiveram sem dúvida alguma uma educação centrada no respeito e na obediência aos seus pais. E este modelo de educação, tinha nos pais o centro pela qual movia-se a família. Bastava um olhar para entender o recado, quando tinha visitas aparecer na sala somente para cumprimentar os visitantes. E aí, vieram os filhos dos filhos que tiveram este tipo de educação e, alguns, se não a maioria, resolveu que agora tudo seria diferente. Não trataria os seus filhos da mesma forma que os seus pais o trataram. Seriam mais democráticos, dar maiores liberdades, enfim, ser mais “amigos” dos seus filhos. E para reforçar esta “nova forma” de educação, os psicólogos, psicanalistas, psicoterapeutas, defenderam a teoria de que os filhos precisavam de maior liberdade para encontrar o melhor caminho, terem as suas próprias experiências, onde a educação não fosse repressora e que em casa, houvesse maior diálogo e a oportunidade do confronto de idéias. Grande parte destes que defenderam esta teoria, após uma reflexão do que aconteceu com a sociedade, viram que houve um erro de rota e que o barco estava afundando num mar onde os principais valores que o sustentavam como, respeito, verdade, dignidade, honra, amor e ética, deixaram de manter este barco na superfície. Ao procurar diminuir as diferenças, pregou-se a necessidade de que pais e filhos precisavam ser amigos, esquecendo-se de que os filhos precisavam era de alguém muito mais do que amigo, precisavam de referência para as suas vidas. Amigos, os jovens têm na escola e na rua, enquanto que em casa eles precisam de referenciais, para que possam ter um norte a seguir quando estiverem na rua. E aí, que a frase “Os pais precisam ser pais para que os filhos possam ser filhos”, possuem uma importância fundamental no estudo deste princípio. Tal afirmação, não deseja pregar o autoritarismo no relacionamento pais e filhos, ao contrario, quer é que os pais exerçam a sua autoridade tendo sempre em mente que a harmonia deve estar centrada no que somos “Amor-Exigente”. E quando os pais estão cientes do papel que devem exercer em seus lares, buscando a harmonia, o respeito, a confiança, os deveres, os limites e as obrigações de cada membro da família, estará exercendo o seu papel com dignidade e contribuindo para que os seus filhos tenham estes mesmos valores quando tiverem a sua própria família. Quando os papéis de pais e filhos são entendidos como complementares um do outro, não como opostos, as diferenças que existem complementam, acrescentam, para que cada um possa ter o seu lugar bem definido. E neste entendimento mútuo familiar, o fato de pais e filhos não serem iguais pode ser entendido como soma, partilha e não como confronto. Enquanto pais precisamos dar condições para o aprendizado dos nossos filhos com a mesma energia para deixá-los assumirem as responsabilidades dos atos que tomarem. E o aprendizado que este princípio deixa para os pais é a busca diária da honestidade como fator preponderante como base nas relações no lar. Como pais e não como super-homens não têm uma resposta para tudo, mas vamos buscá-la tendo valores espirituais como fonte para nutrir nossas relações com os nossos filhos, propiciando-lhes condições de crescimento para que ocupem seu lugar no mundo da melhor forma possível. Tenha sempre em mente: Se você não for a referência ou um modelo para os seus filhos, os amigos da rua poderão ocupar este espaço. Querendo ser amigo, por vezes esquecemos de ser pais.
Espiritualidade: Pais e Filhos não são iguais Para fazer uma meditação sobre o 4º principio, trazemos um dos mais belos trechos bíblicos que está no Eclesiástico. Nesta passagem é descrita de uma forma simples os papéis, funções e relacionamentos dentro de uma família. Eis o trecho: 1. "Escutem-me, filhos, porque eu sou o pai de vocês. Façam o que lhes digo, e serão salvos. 2. O Senhor quer que o pai seja honrado pelos filhos, e confirma a autoridade da mãe sobre os filhos. 3. Quem honra o próprio pai alcança o perdão dos pecados, 4. e quem respeita sua mãe é como quem ajunta um tesouro. 5. Quem honra seu pai será respeitado pelos seus próprios filhos, e quando rezar será atendido. 6. Quem honra o seu pai terá vida longa, e quem obedece ao Senhor dará alegria à sua mãe. 7. Quem teme ao Senhor, honra seus pais, e serve a eles como se fossem seus patrões. 8. Honre a seu pai em atos e palavras, para que a bênção dele venha sobre você. 9. A bênção do pai consolida a casa dos filhos, mas a maldição da mãe arranca os alicerces. 10. Não se vanglorie com a desonra de seu pai, porque você não conseguirá honra nenhuma com a desonra de seu pai. 11. Pois a glória do homem está na honra do seu pai, e a desonra da mãe é vergonha para os filhos. 12. Meu filho, cuide de seu pai na velhice, e não o abandone enquanto ele viver. “Lembrai-vos do que a cada pai e a cada mãe Deus perguntará: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda?” Santo Agostinho


Quando nos tornamos pais, não somos transformados em super-pessoas: continuamos a ser o que somos: apenas gente. Pessoas que erram, que acertam e seguem assim pela vida afora. Casamos ou não casamos, temos filhos, somos jovens pais, cheios de sonhos e esperança. Filhos são bênçãos para nós! Pequeninos, lindos, indefesos, precisam de tantos cuidados, de tanto amor. Para recebê-los, nos preparamos, lemos tudo que nos cai nas mãos e acreditamos que sabemos das coisas. Temos uma criança e já queremos outra. As mulheres, um tanto inadvertidamente, viram mães e vivem em função dos filhos o tempo todo. Num misto de deslumbramento e exaustão, vão se adaptando as novas condições. Por vezes perdem o controle, mas seguem em frente.

Entretanto, impensadamente, fazem e dão coisas de mais, de tal forma que chega uma hora em que, desanimadas e tristes, percebem que foram além de suas forças e passam a negar os pedidos. Os homens também se veem perdidos. Todos nós perdemos a consciência de nossa humanidade. Nossas crianças aprendem que damos um jeito em tudo, e esperam tudo de nós, cada dia exige mais. Muitas vezes nos sentimos frustrados com o tipo de vida que levamos. As instituições que nos apoiam tornaram-se insuficientes, e as que deveriam complementá-las não estão prontas. Também nos sentimos despreparados e sozinhos. Os homens, pais cansados, estressados, muitas vezes estão prontos para abrir mão do papel de provedor ou protetor da família; as mulheres, desvalorizados e sobrecarregas, cansam-se da desconsideração, do desrespeito por sua vida de trabalho pesado e sem reconhecimento. Ambos sentem vontade de sumir e abandonar o barco. Precisamos ter algum tempo para nós. Tempo para parar, conversar e até deixar que saiba quem somos. (Se ganharmos presentes que não usamos, é porque nossos filhos, marido ou esposas não sabem do que gostamos). Não nos conhecem e não conseguem intuir, (muito menos adivinhar nossos desejos). Se isso esta acontecendo, é porque não nos damos espaços, e esta na hora de rever algumas de nossas atitudes. Na Prevenção, pai, mãe, avós, micro ou macro família, precisa “ser um só” em relação à orientação e a educação dos filhos.

SEM ESQUECER-SE DE NOSSA CONDIÇÃO DE SERES HUMANOS. É falsa a expectativa de que, para sermos bons pais, precisamos ser capazes de tudo; o que nós, insanamente, acreditamos. Não é possível resolver todos os problemas, controlar ou, muitas vezes, salvar nossos filhos, pois, na realidade eles não nos pertencem e, mais cedo ou mais tarde, de um jeito ou de outro, irão embora. Somos humanos, somos apenas pais, não podemos resolver todos os problemas, não temos controle sobre a vida dos outros, não nos tornamos perfeitos quando nos tornamos pais. Somos gente. Não somos deuses, podemos errar. Para aplicação deste Principio, propomos que nos focalizemos em: “Somos o que somos e não o que parecemos ser; nem maiores nem menores aos olhos de Deus.”. - Como estamos diante de nós e de Deus? - Temos sido nós mesmos? - Respeitamos as pessoas e as consideramos, ensinando-as a se considerar e respeitar também? - Como avaliar e definir de que modo nos posicionamos e assumimos nosso papel? - O que fazer para crescermos no amor e no respeito aos outros? Umas, algumas ou todas essas perguntas devem ser propostas de nosso grupo de apoio, para que partilhemos e as pessoas se ajudem e, caso queiram, assumam novos comportamentos, propondo experimentá-los e vivê-los durante uma semana, para sentir os resultados. Como oito ou nove anos, nas férias longas de final de ano, fui para a fazenda de meus avós (só eu e eles). Era uma fazenda nova, longe de tudo, naquele tempo bem no meio do mato. Uma casa recém-construída, quase tudo por fazer, e o sentimento de grandiosidade, perigo, beleza era muito presente e muito excitante. Vovó e eu trabalhávamos, rezávamos, riamos e ouvíamos rádio. Vovó ia e vinha ajudando a encher nossos dias de expectativa e animação. Certa manhã costurava as cortinas de plásticos que iria proteger boxe do chuveiro e precisávamos terminá-las, pois o vovô iria chegar. Entretanto, o plástico escorregava, escapava e furava todo, até que propus “Vovó, vamos pôr uma tira de pano e dobrar outra vez” - acho que vai dar certo. E deu. Vovó parou um pouquinho o que estávamos fazendo e disse “venha comigo, minha filha”. Fomos ao jardim e, juntas, fizemos um lindo ramalhete de folhas e flores coloridas e, num gesto de puro amor e respeito por mim, ela o deu a mim, falando “você é uma menina muito inteligente, muito corajosa, muito capaz e tudo o que você quiser de verdade, vai conseguir” - não se esqueça disso. Pusemos o ramalhete num vasinho no meu quarto e sempre, em sua casa, no meu quarto, havia flores. Como me sentia gente com a minha vó! No transcorrer da minha vida a cada dificuldade, a cada desafio, suas palavras ressoam dentro de mim, fazendo-me acreditar que vou dar conta. A vovó sabia que eu era capaz disto, e ainda hoje e enche de confiança. Espero ter aprendido com ela a ser avó que ela foi. (Mara Silvia) Seria bom se olhássemos com mais atenção as pessoas ao nosso redor (nosso companheiro, companheira, filho, filha ou aquele o qual queremos e sabemos que temos que ajudar).

“Filho também é gente”, e sobre isso devemos pensar muitas vezes. Colocar-nos no lugar deles, “em seus sapatos” antes de julgá-los. Sermos sempre “juízes”, em lugar de pais, dificulta muito a organização familiar e nossa aproximação com eles. Outra coisa para pensar é que os ensinamentos que queremos transmitir podem parecer ultrapassados. O progresso da tecnologia em ritmo acelerado, a velocidade da informática, e dos recursos audiovisuais, às vezes criam obstáculos para nós, em nossa comunicação corriqueira, e para os nossos filhos na luta pela inserção profissional no mercado de trabalho. Essas coisas produzem dificuldade que geram medo e insegurança em relação ao futuro, tanto para os pais como para os filhos. Precisamos aprender a ouvir os questionamentos e aflições dos jovens em relação ao futuro, tanto para os pais como para os filhos. (O que é ser adulto? É estar seguro, sem medo, sem problema?) Veja o outro como gente, como alguém que você quer realmente ajudar e não como aquele que lhe deve alguma coisa. Escolha no grupo uma meta semanal que faça o outro sentir respeito por si mesmo. Não podemos nos esquecer de que vivemos um eterno drama: queremos ser super-heróis, queremos ser deuses, sem perceber, que podemos passar de pais-heróis a pais-otários. Ser um bom pai, uma boa mãe, é buscar, na verdade, errar menos. Uma proposta para trabalhar no grupo é que saímos de nós mesmo e de nosso círculo familiar e ajudemos alguém, lá fora se sentir gente. O que precisamos fazer para levar alguém a se sentir gente? Propomos que, no grupo de apoio, como criatividade, disponibilidade e amor, nos ajudemos a encontrar metas semanais que levem alguém a resgatar sua autoestima. Enfim, aceitarmo-nos tal como somos, ocuparmos nossos espaços, assumirmos nosso papel, especialmente, sermos pessoas plenas, cheias de dignidade e de respeito por nós mesmos e pelos outros, é a proposta do 2º principio. Na reunião, a partilha, precisa ser conduzida a partir de algumas perguntas referente ao princípio em questão. Por isso surgiremos:

1. Pra você, o que é ser gente?
2. Que tipo de pessoa você é?
3. Como se identifica nas mais diferentes situações?
4. Você tem sido autêntico (a) ou esta sempre meio que representando?
5. Lembra-se de alguma vez em que você se sentiu valorizado (a), sentiu-se gente?
6. Ou, ao contrario, lembra-se de alguma situação que não se sentiu gente?
7. Você conhece alguém que não soube ser gente?
8. Você acredita na importância de cuidar-se e respeitar-se para que o outro te respeite?
9. Você abre espaço “demais” para si e acaba sendo mais “gente” do que os outros?
10. Quando é que você pode levar o outro a se sentir gente de fato? De exemplos.
11. Fale um pouco sobre a sua auto estima: o que é auto estima?
12. Como fortalecê-la, em si mesmo?
13. E no outro, já ajudou alguém a resgatar a sua auto estima?
14. Você já pensou em desenvolver meios que facilitem a criatividade e a auto estima para membros da sua comunidade?
15. Gente erra, gente acerta. Como fazer dos erros alavanca para acertos e realização futura? Ser gente é ser filho, herdeiro do verdadeiro amor. Ser gente é não ser perfeito, mas desejar ser santo, errando, aprendendo, querendo acertar. É ter consciência de nossa humanidade. É entregar-se a Deus, para que Ele comande sua vida! Numa frase: “Este é o Principio que resgata nossa condição humana”.


OS PAIS TAMBÉM SÃO GENTE

O 2º Princípio Básico do Amor- Exigente é: Humanizador. Professores também são gente. Você também é gente. Quer dizer que não somos super heróis e nem somos perfeitos, ao contrário, devemos aceitar nossas limitações e nos perdoar sem perder a autoridade, o amor pela vida e nem desanimar por causa dos problemas.
Fomos estimulados a disfarçar nossas fraquezas e a assumir o papel de pais infalíveis, superpais, capazes de tudo.
Entretanto, essa postura é falsa, não leva a coisa alguma. Não se pode permitir que estruturas sociais ou econômicas explorem a família. Os pais são humanos, são apenas pais. Não são super-heróis nem se tornam perfeitos ao se tornarem pais... Continuam a ser filhos, errando e aprendendo pela vida afora. Devem assumir tranqüilamente suas limitações, suas fraquezas, conscientes da experiência, da vivência, do amor por seus filhos, o que os torna insubstituíveis na vida deles e da comunidade a que pertencem.
Apesar de ser uma afirmação que, à primeira vista, parece tola (afinal é bem claro que não somos animais e nem vegetais), parece que vale à pena que entendamos a que se refere este princípio - e ao final deste artigo, se pararmos para raciocinar, teremos uma nova visão de nossa funções e um posicionamento frente ao dia a dia.
Com este postulado, o Amor-Exigente quer que os Pais e Mães bem como educadores entendam que suas funções não os coloquem na posição de super-heróis, não os outorga poderes especiais e nem infalibilidade. Seguem sendo essas pessoas de carne e osso, limitadas em conhecimentos, com diversas imperfeições. A existência destas imperfeições e limitações não devem ser motivo de angústia, pois elas não os tornam incapazes nem diminuem suas capacidades de amar e de educar seus filhos. Muitas vezes, a vontade de acertar, acertar sempre, é um fardo carregado indevidamente, pois, como humanos, haverá uma razoável gama de situações onde errarão por não saber ou por estarem com seus nervos esgotados ou ainda por falta de recursos (materiais ou emocionais).
Mas há um outro lado que deve ser também pensado com base no princípio de que "Pais Também São Gente". É que em muitas famílias, os pais perdem a "função humana" aos olhos dos seus filhos. Deixam de ser gente! Passam a ser apenas "o dono do caixa", aquele que assina os cheques, outorga o cartão de crédito e paga as mais diversas contas. Seus sentimentos, prazeres, alegrias e tensões são ignorados pelos nossos filhos que os vêem como Pais (que para eles significam apenas provedores), mas não como seres humanos. E o que choca é que muitos pais aceitam essa condição. Deixam que a exigência absurda dos seus filhos lhes tire a qualificação de gente! Porém ser pai e ser mãe não vos tira direitos.
Sim, Pais também são gente ! Gente como qualquer outra pessoa no mundo, nascida de outros pais e por eles educada. Vocês têm seus valores, vossa moral e vossas crenças, que às vezes não são compartilhadas pelos filhos. Mas, por outro lado, eles não têm o direito de anular estes valores, crenças e preceitos de moral.
Pais são gente que não receberam instrução específica para serem educadores. O processo com os filhos é um aprendizado constante, com falhas humanas, afinal, são Gente ! Têm vossas inseguranças e vossos medos, e não é pecado nem vergonha reconhecer que os têm.
São Gente! Gente que tem muitos pontos fortes e alguns pontos fracos, gente que comete erros, e que tem capacidade de consertar muitos deles. O nascimento dos filhos vos torna pais, não vos torna super-homens nem criaturas infalíveis. Vos dá novas atribuições educacionais, novos objetivos financeiros, novas responsabilidades mas não vos dá mais saber !

Ainda assim, muitos de vós passam a exigir de vós mesmos o que não ousam sequer pensar de exigir dos outros: maturidade, perfeição, capacidade ilimitada, recursos financeiros e emocionais infindáveis, etc. Enquanto tiverem estas exigências, estarão buscando uma perfeição inatingível, afinal, não são Deus. E se vos julgarem com estas demandas, sempre estarão fadados à auto-repreensão, ao martírio, à angústia e à tristeza.
         
          Júnior acabou de fazer cinco anos e, apesar da pouca idade, é ele quem manda na casa. A tevê só fica ligada no canal que ele deseja assistir, é ele que determina o horário que os pais devem dormir e também é ele que escolhe o que comer. Quando não atendido prontamente em seus desejos, um choro, uma birra e os pais cedem e assim, a família passa a ser controlada pelo poder infantil.

Todo esse poder transferido aos pequenos caminha na contramão de uma educação assertiva. São os pais aqueles que possuem as atribuições de educadores, de orientadores dos filhos e devem exercer o seu papel ativamente, preparando-os para os desafios que enfrentarão no decorrer de sua existência.

É bem verdade que no decorrer do tempo, o mundo se transforma, as pessoas mudam, as famílias se modificam, as relações entre os seus membros também mudam. Uma educação assertiva exige adequações aos novos tempos, às novas realidades sem, no entanto, nos prendermos a métodos antigos e ultrapassados de educação, que não se encaixam mais na educação moderna e o nosso grande desafio são acompanharmos a mudança de mundo, sem perdermos a essência de nossas responsabilidades enquanto pais.

Em um passado recente, as crianças não tinham vez, nem voz. Na casa eram como pessoas invisíveis. Sem direito a opinar, não eram vistas, nem ouvidas. Nas novas realidades de hoje, os pequenos têm participação ativa na família e precisam ser ouvidos, precisam ser respeitados e suas opiniões, levadas em consideração.

Mas, somos nós pais, aqueles que devem estar no comando. Toda instituição, para um bom funcionamento, precisa de uma hierarquia estabelecida, com definições claras de papeis. A família também é uma instituição que precisa de um comando. Como nossos filhos são nossa responsabilidade, devemos exercer nosso papel ativamente, pois sem uma referência, as crianças tendem a dominar, de acordo com os seus próprios interesses.

Na nova realidade haverá momentos de atendermos aos pedidos dos filhos, assim como haverá momentos de sermos firmes, não cedendo às pressões e escândalos provocados por eles. Haverá momentos de negociações, mas haverá momentos que não tem conversa. Toda casa precisa de regras claras e como pais, devemos estabelecer os limites do aceitável.

As crianças são sujeitos em formação, que precisam de um guia, precisam de referências, precisam de alguém que norteiem suas condutas. Elas precisam saber que são pessoas queridas, respeitadas e amadas, mas precisam entender que elas não são os danos da casa, elas não são os reizinhos, cujos desejos são todos atendidos imediatamente, conquistados através de manhas, birras e escândalos. Precisam saber que a casa é de todos, mas existe um comando e não são elas que possuem este poder.


Texto de Celso Garrefa

Programa AE de Sertãozinho SP
O 4º Princípio Básico do Amor- Exigente é Valorizador: Pais e filhos não são iguais
Professores e alunos não são iguais. Você e eu não somos iguais. Cada um de nós tem um papel diferente. É importante assumir nossa missão de Pai, Professor, Médico... Cada um tem seu papel  de orientar, nortear a conduta das pessoas, estabelecendo normas e regras que precisam ser respeitadas para o bem de todos.

Mt. 21, 28-30; Jo. 15, 12-17; Ef. 6, 1-4

Os pais precisam ser pais para que os filhos possam ser filhos. Pai é guia, orientador, legislador: deve conduzir o filho, criando regras, que sejam respeitadas e que vão prepará-lo para enfrentar o mundo. Não falamos de autoritarismo: falamos de autoridade de adultos coerentes, competentes, que querem o melhor para o desenvolvimento completo da personalidade do filho. Estamos tratando da disciplina praticada por pais que dirigem o lar com firmeza e sabedoria, buscando proteger e orientar o filho, alicerçados em valores éticos e morais nos quais acreditam.

quarta-feira, 1 de março de 2017


Na tentativa de nos enquadrarmos aos padrões de uma sociedade consumista, somado ao desejo de dar aos nossos filhos tudo aquilo que não tivemos, fizeram com que nos esquecêssemos que possuímos recursos limitados.
         
          Com isso, gastamos mais do que ganhamos, comprando coisas que não precisamos, assumimos obrigações que não possuímos e nos endividamos. Apelamos para os cartões de crédito ou cheque especial e nos afundamos ainda mais e assim, estouramos todos os nossos limites financeiros. Somos pressionados a pagar o que devemos e na tentativa de cumprir com os compromissos, precisamos trabalhar mais, arrumar bicos nos horários vagos, fazer horas extras, trabalhar nos fins de semana e assim, extrapolamos nossos limites físicos. As pressões aumentam, o clima na casa torna-se insuportável, nossa saúde começa a ser afetada: a cabeça dói, o estômago dói. As preocupações não nos permitem dormir bem à noite. Somos afetados pela ansiedade e pelo estresse nos levam à compulsões. Por vezes, comemos demais, bebemos demais, fumamos demais, dormimos demais ou de menos e experimentamos o desespero. Como conseqüência, extrapolamos nossos limites emocionais e nos afundamos em antidepressivos.

Precisamos parar. É hora de revermos nossos conceitos e traçar metas para reorganizar nossa vida. É hora de aprendermos a dizer “não”, primeiro para nós mesmos: não, isso eu não preciso; não, isso eu não quero; não, isso eu não posso; não, isso eu não aceito. É hora de reavaliarmos o que de fato precisamos, evitando comprar por impulso, por pressões da moda ou da mídia. É hora de reavaliarmos nossos recursos e aprender a respeitá-los. É hora de transmitirmos ao outro, com clareza, que não somos um banco e nem máquinas. Somos apenas gente e não uma fonte inesgotável de recursos, disponíveis o tempo todo. É hora de aprendermos que não somos obrigados a tudo e possuímos o direito de também dizer não como resposta.

Caso não o façamos, continuaremos a viver mal, a gastar mal, a comprar sem nem saber para quê. Continuaremos a ser explorados, manipulados, cobrados, exigidos em coisas que não estão ao nosso alcance. Continuaremos acreditando que precisamos estar sempre disponíveis para socorrer a todos. Continuaremos sufocados e adoecidos. Precisamos de coragem e atitude para modificarmos esse processo doentio e retomar o equilíbrio na busca de um viver com melhor qualidade.

A partir do momento em que aprendemos a respeitar nossos próprios limites podemos tirar a fantasia do todo poderoso, que dá conta de tudo, podemos tirar a máscara do super herói que socorre a todos e reassumir nossa natureza humana, com posições claras que transmita ao outro que temos nossos limites e desejamos que eles sejam respeitados. Devemos nos posicionar de maneira que possamos barrar toda forma de pressão, de manipulação, de chantagem. Parar de sermos o alvo de pessoas que nos exploram, sem pena ou piedade, inclusive filhos folgados que sugam tudo o que podem, sem pudor e sem piedade, com o infantil discurso de que não pediram para nascer. 

Não devemos temer que o respeito aos nossos limites seja algo que vai nos barrar, nos paralisar, deixando-nos estagnados e muito menos devemos fazer dos nossos limites algo que nos leve a acomodação. Não é isso. Limites é, acima de tudo, proteção. Quando possuímos clareza de quais são os limites dos nossos recursos, podemos traçar metas para avançar sem nos arrebentarmos, podemos seguir em frente, crescer, melhorar, ir além, viver melhor e evoluir com equilíbrio e segurança

Texto de Celso Garrefa (AE de Sertãozinho SP)
Estudo comprova que prática religiosa na infância afasta jovens do alcoolismo e drogas


Uma pesquisa recente desenvolvida por pesquisadores de diferentes universidades norte-americanas constatou o que o bom senso já era capaz de supor. Frequentar atividades religiosas desde a infância é um dos hábitos mais eficazes para evitar o uso de drogas ou abuso de álcool na adolescência e juventude. O estudo foi liderado pela doutora Michelle Porche e publicado num congresso acadêmico sobre superação de vícios, na Chester University, Reino Unido. Os pesquisadores concluíram que uma infância religiosa contribui para que o futuro jovem não tenha comportamentos de risco e acrescenta que “a religiosidade pode ser especialmente protetora durante o período de transição da adolescência à fase adulta”. Não basta, contudo, simplesmente “crer”, destaca a pesquisa. A religiosidade prática, que inclui a participação frequente em celebrações, cultos ou missas, por exemplo, é o que está relacionada ao desenvolvimento de hábitos mais saudáveis e menor propensão aos vícios. “Uma maior assistência à Igreja nesses períodos da vida [infância e adolescência] pode proteger o jovem do uso precoce de álcool e contra o desenvolvimento de problemas relacionados com o alcoolismo”, diz o texto da pesquisa.

3º Princípio Básico: OS RECURSOS SÃO LIMITADOS


No mês de fevereiro, repensamos o conceito de “ser gente”. Vimos que, assim como os outros, temos nossas qualidades, mas temos também o direito de errar. Neste mês de março, refletiremos mais a fundo sobre os limites (nossos e dos outros) e como fazer para expandi-los. 

OS RECURSOS FÍSICOS, MATERIAIS, FINANCEIROS, COGNITIVOS E EMOCIONAIS SÃO LIMITADOS. Mas esse “limite” não é como um muro que não pode ser superado, e sim como uma linha no chão: é possível ultrapassar essa linha sem dificuldades. Ao fazer isso, no entanto, estando nos expondo a diversas conseqüências ruins.

      É simples entender isso com os recursos físicos: não podemos fazer mais do que o nosso corpo está preparado para fazer. Se não pratico esportes e tento correr qual é o resultado? 
   Os recursos financeiros também são limitados e ultrapassar esse limite traz dívidas e uma série de problemas.
        Um pouco mais complicado é entendermos que nossos recursos emocionais também têm limites. Não podemos viver estressados, irritados nem temos a capacidade de suportar todos os sofrimentos da vida passivamente. Isso prejudica nossa qualidade de vida, nossa saúde e o grande perigo é que as conseqüências ruins podem demorar para aparecer, vindo então como uma avalanche – doenças, dificuldades nos relacionamentos, depressão, amizades perdidas etc.
      Após darmos o primeiro passo de reconhecer que nossos recursos são limitados – não podemos resolver um problema sem reconhecer que ele existe -, podemos passar à segunda fase: trabalhar para expandir nossos limites. Dessa forma, podemos ir mais longe, sem desrespeitar nossas capacidades. 
       As metas semanais do AE servem exatamente para isso: com pequenos passos, podemos crescer, aprender e mudar velhos hábitos, sempre em busca de mais qualidade de vida. Se eu quero comprar um carro, tenho que trabalhar muito antes disso. Da mesma forma, se quero ser paciente, tenho muito trabalho até chegar lá.
     Trabalhando nossas próprias dificuldades, também aprendemos a ser mais tolerantes com o próximo. Os recursos do outro têm limites e estes não são iguais aos meus, ou seja, não posso exigir que meus pais, filhos, professores, amigos, coordenadores de AE etc. sejam perfeitos, entendam tudo, acertem sempre. Eles têm seus limites.
       Após algum tempo freqüentando ao AE, percebemos que há duas formas de expandir os limites: 


  • a primeira, que já vimos, é nos trabalhar aos poucos, mas com perseverança.
  • a segunda é trabalhar em equipe. Se ficamos sozinhos, nosso alcance é muito pequeno, mas juntando nossas capacidades com as de outras pessoas, podemos chegar longe. Isso vale para todos os recursos que vimos acima: desde os recursos físicos até os emocionais.  É melhor estar com um grupo de pessoas com os mesmos objetivos que eu - qualidade de vida, felicidade e ação social, por exemplo - do que sozinho.
    Por fim, é importante lembrarmos sempre que os resultados serão melhores se agirmos com sinceridade, franqueza e autenticidade, movidos por amor. Manipulações, arrogância, mentiras e falsidade só servem para nos manter amarrados às antigas limitações e precisam ser trabalhados, se realmente queremos melhorar.

ESTE É O PRINCÍPIO QUE NOS PROTEGE E NOS MOSTRA NOVAS POSSIBILIDADES.